Seis livros para presentear quem não costuma ler

Romance, mistério e humor para leitores de primeira viagem

Todo mundo conhece alguém que, por qualquer razão, não tem o hábito de ler livros. Os motivos para isso são os mais variados. Tem gente que nunca teve a oportunidade. Tem gente que ficou traumatizada com as leituras obrigatórias da escola. Enfim, cada um tem a sua história e não nos cabe julgar ninguém. Mas digamos que você queira ajudar um parente ou amigo a dar uma segunda (às vezes, a primeira) chance aos livros. Aí surge a pergunta: por onde começar? Que livro dar a alguém que não lê, na esperança de estimular o hábito? Confira.

 

E não sobrou nenhum, de Agatha Christie


Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. A cada convidado eliminado, também desaparece um dos dez soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em ser juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?

 

A menina que roubava livros, Markus Zusak


A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão mais novo para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Assombrada por pesadelos, Liesel compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra Mundial. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.
Além de uma trama emocionante, A menina que roubava livros inova ao ter sua história contada por ninguém menos que… a morte.

 

Comer, rezar, amar, de Elizabeth Gilbert


Em torno dos 30 anos, Elizabeth Gilbert enfrentou uma crise da meia-idade precoce. Tinha tudo que uma americana instruída e ambiciosa, teoricamente, poderia querer – um marido, uma casa, um projeto de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, foi tomada pelo pânico, pela tristeza e pela confusão. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado, até que se viu tomada por um sentimento de liberdade que ainda não conhecia. Foi quando tomou uma decisão radical – livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo – sozinha.

 

O jardim do diabo, de Luis Fernando Verissimo


Uma mulher é encontrada esfaqueada em seu quarto – na parede, escritas com o sangue da vítima, palavras em grego. É isso que o inspetor Macieira conta a Estevão, um escritor de histórias policiais, sempre assinadas com um pseudônimo americano. O inspetor foi atrás de Estevão por um detalhe – a cena do crime é exatamente igual à descrita por ele em seu último romance. O assassinato, no entanto, ocorreu antes de o livro ser lançado. A partir dessa visita, os dias monótonos de Estevão começam a ser invadidos por seus personagens. Vida e ficção passam então a disputar um jogo fascinante de que o leitor é a grande testemunha. Com seu provebial humor, Verissimo nos envolve numa divertida trama, cheia de referências policiais e recursos de metalinguagem.

 

Borralheiro, de Carpinejar


Neste livro, Carpinejar retrata a mudança do comportamento masculino. Descobre agora o borralheiro, personagem que não se sente menosprezado por cuidar das tarefas domésticas. O autor embarca em uma viagem sem volta pela residência. Passeia por cada cômodo, brincando com as diferenças do comportamento entre marido e mulher e destruindo condicionamentos do sexo e do amor. O escritor não foge de uma boa discussão de relacionamento. Em 100 crônicas, Carpinejar confidencia as estratégias de sedução e faz advertências para a rapaziada, como nunca mexer no umbigo da namorada ou apertar suas bochechas. Borralheiro converte o mais ínfimo cotidiano em teorias de sensibilidade, explorando o perfil dos tipos familiares como sogro, o tio, a mãe e os irmãos.

O Verme & Outras histórias de amor, de Rodrigo Espírito Santo

O Verme e Outras Histórias de Amor

No primeiro livro da série Crônicas Verídicas, Pessoas Inventadas, Rodrigo Espírito Santo aborda o amor. Não o amor fofinho, romântico. O amor sujo, escondido. Trágico e cômico. Mórbido e meigo. O amor de pai, de amante, o próprio, o mesquinho, o nobre. Todas as manifestações desta força da natureza que revela o que há de mais assustador e tocante em cada um de nós. Qualquer que seja o objeto deste sentimento avassalador, há apenas uma verdade: aquilo que amamos nos define.

Qual foi o livro que abriu seu apetite pela leitura? Deixe seu comentário.

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