Fatos da incrível vida de Ernest Hemingway

Pouca gente sabe é que a vida do escritor foi repleta de fatos tão incríveis quanto o seu talento. São episódios de aventura, heroísmo, tristeza e solidão.  Hemingway é um desses raros casos em que a realidade é ainda mais incrível que a ficção.

Ernest Hemingway foi um bastardo inglório

Assim como o personagem de Brad Pitt no filme de Quentin Tarantino, Hemingway também liderou seu time de soldados rebeldes à caça de nazistas em plena Paris ocupada. Servindo como correspondente na Segunda Guerra, ele removeu sua insígnia de não-combatente e se fez passar por coronel. Ele foi acusado de crimes de guerra pela Convenção de Genebra quando ele liderou uma milícia francesa numa batalha contra os nazistas. No fim do julgamento, ele não foi condenado e alegou que apenas aconselhava a milícia e que o “coronel” atribuído pelos soldados era apenas um “título afetuoso”.

De acordo com o autor, ele e sua unidade foram os primeiros a entrar na cidade durante a libertação de Paris, retomando o Hotel Ritz do controle nazista um dia antes da força aliada chegar à capital francesa.

 

Ernest Hemingway foi um espião soviético

Nos últimos anos de sua vida, os poucos amigos começaram a suspeitar que Ernest Hemingway estava ficando paranóico. O autor viva tenso, afirmando que o FBI estava espionando sua vida. Ele chegou até a ser tratado com eletrochoque, seguindo recomendações médicas. Ao todo, foram 15 sessões. Tempos depois foi revelado que ele realmente estava sendo vigiado por ordem de J. Edgar Hoover, diretor do FBI. Mas as reviravoltas não param por aí. Em 2009, o livroSpies: The Rise and Fall of the KGB in America revelou que o FBI tinha razão em espionar o escritor: ele realmente estava na lista dos agentes da  KGB nos Estados Unidos. Baseado nas  notas de um oficial do serviço de espionagem russo, o livro revela que Hemingway foi recrutado em 1941 antes de fazer uma viagem à China. Seu codinome era “Argo”.

 

Ernest Hemingway foi um verdadeiro Highlander

Hemingway  era duro na queda. Sua lista de infortúnios era quase tão grande quanto sua bibliografia. Ele sobreviveu ao antrax, à malária, à pneumonia, ao câncer de pele, à hepatite e a diabetes. E essas foram apenas as doenças.

Em 1954, na África, Hemingway quase morreu em dois acidentes de avião em dois dias seguidos. Ele havia contratado um voo turístico sobre o Congo como presente de natal para sua esposa Mary. Ao sobrevoar as cataratas Murchison, o avião bateu numa torre de energia e caiu. O autor ficou ferido na cabeça e sua esposa quebrou duas costelas. No dia seguinte, tentando chegar ao hospital em Entebbe, eles embarcaram num segundo avião que explodiu ao decolar. O escritor sortudo sofreu queimaduras e uma segunda concussão, essa mais grave. Quando eles finalmente chegaram à cidade, encontraram jornalistas fazendo a reportagem sobre a sua própria morte. Ele disse aos repórteres que passaria “as próximas semanas se recuperando e lendo seus obituários equivocados”.

Como um bom Highlander, a imortalidade de Hemingway encontrou seu fim como uma decapitação. Em 2 de julho de 1961, ele se matou com um tiro de espingarda favorita (comprada numa loja Abercrombie & Fitch. Sim, aquela mesma). O resultado foi devastador. Ele explodiu a própria caixa craniana por completo.

Ao fazer isso, o autor destruiu os demônios da depressão, da insegurança e do alcoolismo que o atormentavam há décadas. Além de uma vida de imensas conquistas literárias e aventuras cinematográficas, o suicídio de Hemingway trouxe um trágico contraponto à celebração de uma vida marcada pelo reconhecimento artístico de um dos mais influentes escritores do século XX.

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