Cinco livros freudianos

Os grandes pensadores podem ser reconhecidos não apenas nos textos que escreverem, mas também nas obras que suas ideias influenciaram. Esta é nossa lista de livros de psicanálise e ficção influenciados pelas teorias de Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Confira.

1. Freud, de Jonathan Lear
Provavelmente a melhor introdução aos principais conceitos e ideias da teoria e prática freudiana, que continua a ter significância no pensamento contemporâneo. O livro aborda a teoria do inconsciente , sonhos, transferência, funções mentais, a estrutura da psique e, é claro, o novo conceito radical de sexualidade em termos de “impulso” e não “instinto”.

2. Hamlet, de William Shakespeare
Eu sei, eu sei. Hamlet não foi influenciado por Freud porque o pai da psicanálise não tinha nem nascido quando Shakespeare escreveu seu clássico. De qualquer maneira, as dúvidas, a ambivalência e as hesitações do príncipe dinamarquês intrigaram muitos, incluindo o próprio Freud. Seus desejos e fantasias homicidas expostas no mito de Édipo estão mais reprimidas em Hamlet, cuja consciência o fez de covarde, mas também um homem perigoso, não apenas para seu tio e rivais mas também para sua amada Ofélia. É Hamlet que nos mostra o que o complexo de Édipo realmente significa.

3. O som e a fúria, de William Faulkner
Devido à sua narrativa em fluxo de consciência, este livro está conectado com uma era literária  em que a vida interior de seus personagens recebia uma grande atenção. Pensamentos conscientes cresciam de fantasias, memórias e percepções. A história genial de Faulnker gira em torno da dinâmica de três irmãos, o mentalmente prejudicado Benjy, o cínico e deprimido Quentin e o sardônico Jason. Através de suas mentes presenciamos a lenta e inevitável dissolução da família Compson. É Freud na veia.

4. A história da sexualidade, parte 1, de Michel Foucault
Este livro é um dos textos sobre sexualidade mais importantes da atualidade. Geralmente é lido como uma crítica violenta da psicanálise. A versão de Foucault da sexualidade não é uma força natural que habita em nós, mas uma manifestação dos nossos desejos constituídos no curso de práticas sociais historicamente específicas. No entanto, a referência ao “corpo de prazeres” que marca estas estruturas sociais nos lembra do jeito como Freud tematiza a sexualidade infantil.

5. Entre sedução e inspiração: homem, de  Jean Laplanche
O encontro da criança com a sexualidade adulta exerce um papel importante na construção da sexualidade. De fato, sexualidade não está apenas “dentro” de mim, também vem de fora como uma mensagem enigmática enviada pelo outro. Quer a pessoa goste ou não, o adulto confronta a criança com inigmáticas mensagens sexuais – um beijo apaixonado, uma mãe grávida etc – que a criança só pode decifrar parcialmente através de suas próprias experiências. Esta “fundamental situação antropológica” transforma o corpo sexual em uma interrogação que nunca pode ser completamente superada.

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