As piores cenas de sexo da literatura contemporânea

Sexo é um assunto delicado. Ao decidir se aventurar pelo tema, o autor precisa tomar cuidado para não ser xulo, cafona ou não deixar que os clichês embotem seu estilo literário. Nem todo mundo dá a sorte de acertar a mão.

Você sabia que existe um prêmio literário para as mais confusas/engraçadas cenas de sexo da literatura contemporânea?

O chamado Bad Sex Award acontece todo ano e premia (?) os trechos menos felizes dos livros que se aventuram pelo erotismo mas acabam tropeçando na sensualidade.

Escolhemos alguns premiados de edições passadas para ilustrar o problema. A tradução é nossa, mas garantimos. Se não fizer muito sentido, acredite: o original também não fazia.

 

Bunker, de Aniruddha Bahal 

“Ela pega o embalo de um Bugatti. Você quer ela mais no ritmo constante de um Fusca. Tirar a quilometragem máxima pelo litro de gasolina. Mas ela está devorando a estrada com todos os cilindros à toda.”

I am Charlotte Simmons, de Tom Wolfe

“Deslizar, deslizar, deslizar deslizar fazia a língha, mas a mão que era no que ela tentava se concentrar, a mão, uma vez que ela tinha todo o terreno do seu dorso para explorar e não apenas as cavernas otorrinolaringológicas.”

Winkler, de Giles Coren

“….e ela se levantou do rosto dele e jogou o travesseiro longe e ele arfou buscando ar… e ele gritou com a dor, mas o grito poderia ter sido qualquer outra coisa… ela arranhou suas costas profundamente com ambas as mãos e ele atirou mais três vezes em grossas listras no peito dela. Como o Zorro.”

Twenty Something, de Iain Hollingshead

“Oh, Jack, ela gemia agora, suas curvas pressionadas contra mim, sua virilha tensa ontra minhas calças latejantes, suas mãos puxando meu cabelo. Ela pega meu cinto. Eu dou um grunhido também, em antecipação. E então eu estou dentro dela, e tudo é branco puro e nós estamos perdidos em um tumulto de grunhidos e rangidos, em flashes de imagens desconexas e explosões de um milhão de pequenas partículas.”

The Castle in the Forest, de Normal Mailer

“Fanni tinha dito a ela o que fazer. Então Klara virou a cabeça na direção dos pés dele e pôs suas partes imencionáveis sobre o nariz e boca arfantes dele e tomou a seu velho aríate em seus lábios.”

Shire Hell, de Rachel Johnson

“Eu me vejo agarrando suas orelhas e puxando os cachos sobre elas, fora de mim, e um estranho barulho animal escapa de mim enquanto o cavalcante crescendo Wagneriano me domina. Eu realmente espero que, neste momento, todo os Spodders estejam, como solicitado, participando da reunião sobre autorizações ou o que quer que seja.”

 

The Kindly Ones, de Jonathan Littell

“Una se esticou na cama da guilhotina. Eu levantei a tampa do suporte, fiz que ela colocasse sua cabeça e o fechei sobre seu pescoço longo, depois de levantar cuidadosamente seu cabelo. Ela estava ofegante. Eu amarrei suas mãos nas costas com meu cinto e levantei sua saia. Eu nem me dei ao trabalho de baixar sua calcinha.”

The Shape of Her, de Rowan Somerville

“A fricção molhada dela, apertada sobre ele, a visão de sua abertura eticada sobre ele, a fenda do seu corpo, ela arrancou um clímax dele com um último golpe. Como um lepdopterista sobre um inseto de casca dura com um alfinete cego, ele se enfiou dentro dela.”

Ed King, de David Guterson

“Ela o pegou pelo pulso e moveu a base de sua mão dentro de seus pelos pubianos até que seu dedo médio se acomodasse na terra-de-ninguém entre o “pátio da frente” e a “porta dos fundos” (estes eram os ingênuos e pudicos termos para suas partes femininas), ela  o colocou no ponto entre as necessidades vizinhas (ambas já exploradas por joãos que quase nunca se demoravam).”

Infrared, de Nancy Huston

“…nunca me cansarei da fluidez prateada, meu sexo nadando em alegria como um peixe na água, meu eu livre de mim mesma e de outros, a sensação de calafrio, a palpitação carnal rosa que me desprende de todas as cores e todas as carnes, me fazendo ver estrelas, constelaxões, vias lácteas, impulsionando-me sem corpo e sem alma dentro de um espaço ondulante onde céus ondulantes fazem o meu não-corpo ondular.”

The City of Devi, de Manil Suri

“Certamente supernovas explodem naquele instante, em algum lugar da galáxia. A cabana desaparece, e com ela o mar e as areias – apenas o corpo de Karun, preso ao meu, permanece. Nós voamos como super-heróis através de sois e sistemas solares, nós mergulhamos através dos quarks e núcleos atômicos. Em celebração da explosão de nossa quarta estrela, estatísticos de todo o mundo comemoram.”

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