Cinco coisas que você não sabia sobre Edgar Allan Poe

Famoso pelas histórias de tons soturnos, Edgar Allan Poe conhecia a morte de perto. Sua mãe faleceu quando ele tinha dois anos de idade. Aos 15, sua primeira namorada morreu. Cinco anos depois, ele perdeu sua mãe adotiva. Marcado por uma vida de luto e  pelos temas mórbidos de suas histórias, Poe usava a literatura para purgar suas dores. O conto O escaravelho dourado foi seu primeiro sucesso, mas O corvo fez dele um nome internacional. Infelizmente, o autor só recebeu 15 dólares por sua obra imortal.

Tão assombrosa e trágica quanto a vida de Edgar Allan Poe foi a sua morte, cercada de estranhas coincidências e mistérios. A causa do falecimento, ainda hoje, é desconhecida, mas, como em toda história de terror, o fim é apenas o começo.

Seu inimigo escreveu seu obituário

Um dos principais rivais de Edgar Allan Poe, Rufus Wilmot Griswold escreveu um extenso obituário sobre o falecido e assinou com um pseudônimo. O texto descrevia Poe como um alcóolatra e viciado em ópio que abusava de mulheres. A visão distorcida de Edgar criada por Griswold acabou influenciando a opinião pública por mais de um século.

 

Fãs queriam seu cabelo de lembrança

O velório do autor foi marcado pela presença de vários admiradores procurando “lembrancinhas” do poeta. Seu médico John Moran escreveu que o corpo foi “visitado por muita gente importante, muitos ansiosos para roubar um tufo de cabelo”.

 

Apenas sete pessoas compareceram ao enterro

Se o velório público foi marcado pelos fãs obcecados, a cerimônia para familiares e amigos foi discreta e sombria. Os primos do escritor enterraram o corpo às pressas no dia seguinte. Uma pessoa presente descreveu a cerimônia como “fria” e “não-cristã”. Outra testemunha, Henry Herring, declarou: “Eu não tinha nada a ver com ele em vida nem quero ter nada a ver com ele depois de morto”.

 

O gato de Poe não podia viver sem o dono

Depois de saber da morte do autor, sua sogra descobriu sua gatinha de estimação Catterina também tinha acabado de morrer.

 

O corpo de Poe foi movido décadas depois de sua morte

Poe tinha sido enterrado numa cova sem qualquer identificação nas terras de seu avô em Baltimore. Onze anos depois, um primo pagou por um monumento, mas a pedra foi destruída quando um trem (!) descarilou e invadiu a oficina do escultor que trabalhava na homenagem. Somente 26 anos depois de seu falecimento é que professores e alunos levantaram dinheiro suficiente para refazer a homenagem. Quando o corpo estava sendo transportado para sua nova localidade, o caixão quebrou e os restos mortais de Poe espalharam-se pelo chão. Pedaços do caixão quebrado hoje são considerados peças de colecionador. Há boatos de fãs do autor que usaram pedaços da madeira para esculpir crucifixos usados como colares.

 

 

A esposa de Edgar foi enterrada ao seu lado 40 anos depois

A esposa  morreu dois anos antes dele e foi enterrada na sepultura da família no Bronx, em Nova York. Depois que Poe foi enterrado em seu novo monumento, alguns admiradores decidiram movê-la para lá também. O problema é que empreiteiras já haviam construído sobre a sepultura e movido os ossos para uma outra localidade. Felizmente, um dos pesquisadores da vida do escritor resgatou os restos mortais da esposa do escritor. Infelizmente, ele guardou os ossos em uma caixa e manteve debaixo de sua própria cama por anos antes de finalmente entregá-los para sepultamento ao lado de Edgar.

 

Poe “continuou escrevendo”

Em 1860, a médium Lizzie Doten publicou poesias que, segundo ela, foram ditadas pelo espírito de Edgar Allan Poe. A ex-noiva Sarah Helen Whitman contratou uma médium para morar com ela porque acreditava que o espírito do autor estava tentando se comunicar. Será que Sarah recebeu uma mensagem do falecido noivo? Nas palavras da imortal criação do escritor: “Nunca mais, nunca mais”.


 

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