Edgar Allan Poe e o canibal do futuro

Em 1838, o único romance de Edgar Allan Poe, A narrativa de Arthur Gordon Pym, foi recebido com frieza. Os críticos acharam o conto excessivamente violento e exagerado. Na história, um jovem chamado Richard Parker é assassinado por seus colegas marinheiros. O navio tinha sofrido uma avaria e estava à deriva. Sem previsão de resgate, a tripulação começou a conviver com a fome e a inanição. Após uma breve deliberação, decidiram tirar no dado a sorte e matar o marujo que tirasse o menor número. Richard Parker perdeu, sendo morto e devorado pelos outros membros da da embarcação.

O curioso é que o caso é real. Richard Parker era um jovem marinheiro que realmente morreu devorado por seus companheiros de embarcação. Só que o fato aconteceu cinquenta anos após Edgar Allan Poe escrever a obra. As coincidências assustadoras não param por aí. Duas semanas após a morte de Parker, seus colegas foram salvos por uma embarcação que passava por alí. O nome da embarcação? Moctezuma, o deus dos astecas, que eram conhecidos pela prática do canibalismo.

E assim, Edgar Allan Poe escreveu um conto de horror baseado em situações reais. Futuras situações reais.

Curiosamente, a história de Richard Parker acabou inspirando o escritor Yann Martel, que batizou o tigre do livro As aventuras de Pi com o mesmo nome.

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