5 dicas para escrever histórias sombrias

1. A “escuridão” deve ter um significado.

Essa é a questão mais importante em literatura sombria. Sabe o que faz histórias soturnas serem atrativas para o público? Não é as trevas, mas a luz que a narrativa contém. Parece contraditório, mas não é. Por que gostamos de romances distópicos? Porque eles nos proporcionam personagens que lutam para sair das trevas. Nós gostamos de ler sobre personagens que combatem as trevas porque isso nos inspira a lutar contra nossos problemas também. Histórias sombrias fascinam pela promessa de resolução para a escuridão. Assegure-se que exista uma razão e um propósito por trás de toda a “darkzera” da sua história. Pergunte a si mesmo: O que eu estou tentando dizer? O que você quer passar para seus leitroes? Estabeleça como objetivo mostrar algo além da escuridão.

2. Tente usar um tom leve.

Histórias sombrias podem ter leveza. Até um certo humor. Pode ter docinho no universo da sua história darkzêra. Não precisa exagerar, claro, não também não precisa ser goticamente sufocante. E a maior vantagem de utilizar a leveza como estratégia é proporcionar dinâmica para sua narrativa. Num texto que começa leve, estável e positivo, qualquer menção de sombra já causa um maior impacto. Agora, se a história já começa numa piscina olímpica cheia de lágrimas de crianças e sangue de gatinhos, o leitor leva um choque inicial, mas já embarca anestesiado. Seu trabalho fica mais difícil.

3. “E eles todos morreram” não é o único fim possível.

Algumas histórias terminam com todo mundo morto porque este é o curso natural da narrativa. Mas matar todo mundo porque você não encontra uma maneira satisfatória de concluir os arcos dos seus personagens pode soar gratuito e desnecessário. Não é a contagem de cadáveres que faz o seu livro ser bom ou ruim.

4. Aposte em personagens complexos.

Muito se fala em personagens “profundos”. Eles são especialmente importantes em histórias que tratam de assuntos soturnos. O problema é que pouca gente consegue identificar o que faz um personagem complexo. Bem, antes de mais nada, personagem é um desejo. O personagem “quer” algo. Personagem que não quer nada não exerce função dramática e, talvez, não devesse estar no seu texto. Mas só querer algo não é o bastante. O querer é apenas uma dimensão. É preciso que haja uma razão para que ele não consiga aquilo que ele quer. Quando essa razão é um obstáculo externo, você tem tensão dramática. Quando é um motivo interno, quando é preciso vencer a si mesmo para conseguir conquistar um objetivo, você tem um personagem complexo.

5. O final não tem que explicar tuuuudo.

O mundo é complicado, nem sempre faz sentido. Existem perguntas que ficam sem resposta. Existem problemas que não se resolvem. Não se sinta obrigado a responder todas as perguntas do mundo. Mas responda aquelas que você se comprometeu a resolver. O fundamental é que seus personagens encontrem o fim de sua jornada pela escuridão. Nem que o final seja… infeliz.

 

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