5 dicas para escrever diálogos com o corpo

Agora erga as sobrancelhas e deixe o queixo cair! Aqui estão cinco dicas para usar linguagem corporal na sua escrita:

1. Use linguagem corporal com parcimônia
Exageros podem fazer seu texto ficar irritante e óbvio, perdendo a sutileza. Ao invés disso, use apenas expressões faciais e posturas de vez em quando. Misture-as com diálogo e descrição do cenário.

Coloque suas expressões corporais de forma sutil para que não pareçam forçadas. Não se esqueça que existem diversas formas de complementar os diálogos com ação:

Você pode deixar simplesmente a linha de diálogo sem complemento (“Vamos para a festa, então!”)
Você pode usar um complemento (“Vamos para a festa, então,” Vanessa decidiu.)
Você pode descrever o que os personagens estão fazendo (“Vamos para a festa, então,” Vanessa entregou-lhe o convite.)
Você pode descrever uma expressão facial, postura ou movimento do personagem falando. (“Vamos para a festa, então,” os olhos de Vanessa brilharam.)
Tente variar essas opções até conseguir uma cena bem balanceada com igual atenção para ações, diáologos e descrições.

2. Não explique, use gestos 
Não cometa o seguinte erro:

“Você pode me dizer onde estava na noite do dia dois de outubro?” George perguntou com os olhos cerrados porque estava muito desconfiado da história de Maria.

Quando você escreve assim, o leitor se sente burro. Deixe que ele conclua por conta própria o estado de espírito do personagem em função da expressão corporal.

Prefira algo mais nessa linha: “Você pode me dizer onde estava na noite do dia dois de outubro?” George perguntou com os olhos cerrados.

Sempre que possível, não anuncie a emoção, mas demonstre-a através da linguagem corporal.

3. Tenha uma ideia clara do que a personagem está sentindo 

Confira este exemplo:

“João manteve uma das mãos nas costas, então, subitamente, afagou a própria garganta enquanto se inclinava na direção de Maria.”

O que está acontecendo com o João? Ninguém sabe. Tem muita ação junta e elas não faze sentido juntas nem deixam claras as emoções das personagens. Lembre-se: a ação física deve ilustrar a emoção que, por sua vez, deve ser bem definida pelo autor.

4. Siga sua intuição

Aposte sempre na suas impressões e experiências. Imagine que você se sentiu lisongeado por um elogio enorme, o melhor da sua vida. Como seu rosto, seus braços, seu corpo reagiriam? Mergulhe na emoção da personagem como se fosse um ator e veja como seu corpo responde.

5. Descubra os tipos de linguagem corporal à disposição

Nossos corpos tem diversas maneiras de entregar nossos segredos. Por exemplo:

Expressões faciais: O rosto humano é uma fonte infinita de expressões. Sobarncelhas arqueadas, lábios comprimidos, narizes franzidos…
Posturas: Braços cruzados, pernas abertas, corpo reclinado, cabeça inclinada… todas essas posições tem algo específico a dizer.
Movimentos corporais: Arrumar a gravata, bater o pé, mexer no cabelo, colocar as mãos nos bolsos… tudo isso tem um significado implícito que revelam as reações da personagem.
Essas são apenas algumas dicas. Observando a si mesmo e às pessoas ao seu redor, descubra novas maneiras de comunicar as emoções das suas personagens e envolver seu leitor. Mãos à obra!

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