Cinco livros censurados por gente ignorante

Ter o direito constitucional à liberdade de expressão atacado por estelionatários, demagogos e obscurantistas não é privilégio dos brasileiros no século XXI. Sempre que um político desonesto precisa chamar a atenção da mídia e o voto de cidadãos ignorantes e intolerantes, atacar a liberdade de expressão é o primeiro truque do livro de trapaças eleitorais.

Confira os livros clássicos que já foram vítimas desse vandalismo cultural e as ridículos razões dadas pelos censores.

O Diário de Anne Frank

Como se a vida da Anne Frank já tivesse sido difícil o suficiente, seu diário já foi retirado de livrarias e escolas inúmeras evzes, mas não porque fala de nazistas e do Holocausto. Acontece que há um parágrafo em que Anne descreve detalhes da própria anatomia de forma bem direta e sem rodeios, e os cidadãos de bem ficaram horrorizados com a hipótese das crianças aprenderem os nomes corretos para as partes do próprio corpo.

O Apanhador nos Campos de Centeio

 Holden Caulfield não é o cara mais animado do mundo, mas isso não é motivo para banir sua história das salas de aula. Acontece que O Apanhador no Campo de Centeio foi banido de muitas escolas por “linguagem chula”, referências à prostituição, álcool e sexo pré-casamento. E, em uma escola da Flórida, que é uma espécie de Rio Grande do Sul com clima do Acre, a justificativa para a censura foi simplesmente uma palavra: “inaceitável”.

Alice no país das maravilhas

Alice no País das Maravilhas foi proibido na CHina porque apresenta animais falantes. Isso é considerado impróprio porque coloca os bichos mais no “mesmo nível” que os humanos. É isso mesmo: o governo chinês é tão inseguro que acreditava que um livro infantil poderia levar a um a revolução vegana, acho. Na defesa da China, que ditador não é inseguro, não é mesmo? O livro também foi banido nos EUA em 1900 por “conteúdo sexual” (Juro!) e por “caracterizar um professor de forma derrogatória”. Ironicamente, falar coisas derrogatórias sobre professores é um dos hobbies favoritos dos “moralistas” brasileiros.

O Sol é para todos

O Sol é para todos foi censurado dúzias de vezes. Geralmente é por causa das expressões racistas (é um livro sobre racismo, essencialmente), palavras profanas e conteúdo sexual. Também foi banido por apresentar conteúdo em “conflito com os valores da comunidade”. Veja bem: trata-se de uma denúncia ao racismo estrutural nos EUA. Se esta é uma denúncia em “conflito com os valores” daquele país, o que isto nos diz sobre tais valores?

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Livros clássicos que já foram censurados pela demagogia e a intolerância.

Harry Potter só surgiu no final do século XX, mas já pode ser considerado um clássico da literatura juvenil. Se não pelo sucesso da obra, pelo número de vezes que foi censurado. Alguns obscurantistas acreditam que o livro contenha bruxaria, outros dizem que Harry “mente” e “desobedece autoridades”. Existe uma relação tão direta entre a censura da obra de J.K. Rowling e a intolerância religiosa da escola que é uma boa forma de selecionar o estabelecimento de ensino para crianças nos EUA e no Reino Unido. Censurou Harry Potter, tire seu filho dali. Não é estabelecimento de ensino, é centro de doutrinação.

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