20 dicas da Pixar para autores

Os filmes do estúdio Pixar são famosos não apenas por revolucionar a animação, mas também por proporcionar algumas das histórias mais emocionantes do cinema nos últimos 20 anos. Confira uma lista de conselhos e práticas que os roteiristas, diretores e editores do estúdio usam para criar suas narrativas e que podem ajudar você a colocar suas ideias no papel.

1: Um personagem é admirado mais por tentar algo do que por ter sucesso na tentativa.

2: Tenha em mente o que é interessante para o público, não o que é divertido para o escritor. Podem ser coisas bem diferentes.

3: Buscar uma temática é importante, mas você não vai descobrir qual é a história até chegar ao fim dela. Então, reescreva.

4: Uma estrutura básica para história: Era uma vez…. Todos os dias… Um dia… Por causa disso…. e por causa disso…. e por causa disso… Até que finalmente…

5: Simplifique. Foque. Combine personagens. Pule desvios de rota. Dá a impressão que perde-se coisas valiosas, mas na verdade, é libertador.

6: O que o seu personagem faz bem? Qual sua zona de conforto? Jogue-o no completo oposto disso. Desafie-o. Como eles lidam com a nova situação?

7: Invente o final antes de descobrir qual é o meio. Sério. Finais são difícies, foque neles primeiro.

8: Termine sua história e desapegue-se, mesmo que não esteja perfeita. Num mundo perfeito, você conseguiria terminar uma história e ela ser perfeita, mas vá em frente. Melhore na próxima.

9: Quando você ficar travado, faça uma lista do que NÃO deveira acontecer a seguir. Muitas vezes o material para destravá-lo acaba aparecendo.

10: Destrinche as histórias que você gosta. O que você gosta nelas é parte de você. É preciso reconhecer isso antes para poder fazer uso disso.

11: Colocar no papel te permite começar a arrumar sua história. Se ficar só na cabeça, mesmo se for uma ideia perfeita, você jamais poderá compartilhá-la com ninguém.

12: Ignore a primeira coisa que vier à mente. E a segunda, terceira, quarta, quinta… tire o óbvio do caminho. Surpreenda-se.

13: Dê opiniões aos seus personagens. Passivo e maleável pode soar simpático quando o autor está criando, mas é horrível para o público que assiste.

14: Por que você tem que contar ESTA história? Qual a convicção ardente dentro de você que alimenta esta história? Esse é o coração dela.

15: Se você fosse seu personagem, nessa situação, como você se sentiria? Honestidade empresta credibilidade para situações inacreditáveis.

16: Quais são os riscos? Nos dê motivos para torcer pelo personagem. O que acontece se ele falhar? Aumente a gravidade das consequências.

17: Coincidências que colocam seus personagem em perigo são ótimas. Coincidências que tiram seus heróis do perigo são trapaça.

18: Exercício: pegue a base de um filme que você odeia. Como você a reorganizaria para fazer um filme do qual você goste?

19: Você tem que se identificar com a situação/personagens, não apenas escrever cenas “legais”. O que faria VOCÊ agir daquela maneira?

20: Qual é a essência da sua história? A forma mais econômica de contá-la? Se você souber isso, você tem um ponto de partida.

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